Designated Survivor: 2ª temporada

Designated Survivor

Em uma época em que líderes mundiais tentam provar quem tem o maior míssil, Kiefer Sutherland demonstra, com o seu inspirador Tom Kirkman, que Designated Survivor é uma das séries mais legais do momento.

A segunda temporada que iniciou há uma semana na Netflix nos mostra a reconstrução do governo americano um ano após os eventos de destruição do Capitólio. Este, inclusive, fora reconstruído ao custo de sete bilhões (!!!) de dólares. Fato que acarreta em uma reflexão interessante do carismático Kirkman sobre os valores.

Tem gente que torce o nariz por achar a série “fraca demais”. Não sei se este pensamento é fruto do desconhecimento da sétima arte, ou da sede por sangue e tramas políticos infindáveis decorrente dos eventos no qual a sociedade tem vivido nos últimos anos. Pois Designated Survivor é tudo, menos fraca.

Tudo bem que não temos um vilão como Frank Underwood; e muito menos uma atuação protagonista do calibre de Kevin Spacey; mas Shuterland não compromete. Ao contrário, nos cativa como o Secretário de Habitação que foi alçado à Presidente da mais importante nação do planeta por um mero acaso.

A primeira temporada cresceu como deveria, aos poucos os pontos foram sendo ligados e os personagens ganhando espaço. São muitos, inclusive. E todos eles bem construídos. Algo que em House of Cards nem sempre ocorre. Por lá, vira e mexe aparece alguém que você nem lembrava que tinha feito parte da trama.

Em Designated Survivor o diálogo dinâmico no melhor estilo House, nos faz íntimos de cada um dos personagens, além de dar ritmo ao roteiro. O elenco coadjuvante com nomes como Natascha McElhone, Maggie Q e Italia Ricci é competente e, assim como Shuterland, nos convence a torcer pelos mocinhos.

Se você não conhece a série da americana ABC, não perca tempo. Ela é tão boa quanto a saga da Netflix, porém não te deixará com um sentimento de que não há esperança política para a humanidade. Quem sabe a história inspire algum cidadão do mundo real. Pois estamos precisando – e muito – de mais políticos como Tom kirkman no cenário mundial

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