Lady Gaga: Five Foot Two

Gaga: Five Foot Two

De tempos em tempos aparece no mercado musical um artista meteórico. Passa como um furacão pelos países arrastando uma legião de fãs, aparecendo em todos os canais, tocando em todas as rádios quase o dia todo e sendo assunto obrigatório a cada passo que dê. Alguns perecem no meio do caminho. Outros baixam um pouco a bola e, apesar de não abandonar completamente o nicho, figuram como satélites em torno das verdadeiras estrelas. Contudo, existem aqueles que realmente têm algo para mostrar. E nos últimos anos, se existe um nome que chegou, impactou, mas pereceu; esse nome é Lady Gaga.

A nova-iorquina Stefani Joanne Angelina Germanotta já fez de tudo um pouco para “causar” no meio artístico. Ao posso de vestir uma roupa feita de … carne (!) em uma premiação da MTV. Controversa para alguns, louca para outros, de longe passa a imagens da jovem descartável do seu primeiro single Poker Face, que lhe alçou ao estrelato. A ítalo-francesa-americana provou ter muito mais do que coragem performática. Tanto que chegou a ser comparada à Madonna. O que gerou um pequeno conflito entre os fãs da Rainha do POP e os Little Monsters, como Gaga chama sua legião. Nomes poderosos como Bruce Dickinson e Alice Cooper apoiaram abertamente Lady Gaga. O líder do Iron Maiden, inclusive, chegou a afirmar em entrevista que Gaga podia fazer uma coisa que Madonna não podia: cantar.

Contudo nos últimos anos Stefani sentiu o peso da fama instantânea de Gaga. Não chegou a surtar como Britney Spears, mas se abalou. Voltou aos poucos se aventurando na telinha com sua participação em American Horror Story: Hotel. E apesar de críticas variadas, foi premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz em Minissérie ou filme para a TV. Andou um pouco afastada do jet-set e só reacendeu mesmo após expor todo seu potencial adquirido com aulas de voz clássica na juventude ao cantar com ninguém menos que Tony Bennet. O ícone do Jazz a convidara para o seu ótimo álbum Duets II, que lhe rendera um Grammy. Nova-iorquinos e descendentes de italianos, Gaga e Bennet voltaram a parceria no também muito bom álbum Cheeck to Cheek. E o monstro renasceu. Mas agora como Joanne; álbum de 2016 da loira. Bastante interessante, por sinal.

Totalmente repaginada e mais discreta, Stefani amadurece. E comprova isso numa apresentação emblemática no Superbowl do mesmo ano. Agora, um ano depois, o próximo passo. A diva prepara-se para lançar, em conjunto com a Netflix, um filme-documentário sobre a sua trajetória; Gaga: Five Foot Two. Com lançamento agendado para o próximo dia 22 de setembro pela plataforma de streaming, o filme mostrará bastante da intimidade da artista, bem como os bastidores da sua apresentação épica na final da NFL.

Documentários de artista da música são sempre interessantes. Particularmente gostei muito do Part of Me, de Katy Perry – apesar de não ser fã da cantora – e de Amy; que nos mostra ascensão e queda da inigualável Amy Winehouse. Provavelmente, com todo o potencial que Lady Gaga tem, o documentário deve ser mais um elemento de reconstrução dessa artista enigmática, porém extremamente talentosa.

 

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