Personalidade: JIM CAVIEZEL

James Patrick Caviezel, mais conhecido como Jim Caviezel. Um ator talentoso, bonito e carismático, forte candidato ao casting de galãs de Hollywood. Uma carreira brilhante que só poderia dar certo, não é? Errado. Uma atuação impecável, no preconceituoso mundo do cinema, pode também destruir uma carreira.

Tendo atuado em obras como Até o Limite da Honra, com Demi Moore, e feito uma ponta em A Rocha, com Nicolas Cage e Sean Connery, foi no ótimo Alta Frequência, com Denis Quaid, que Jim me chamou a atenção. A partir daí acompanhei suas obras e fiquei bastante satisfeito com Velozes e Mortais, Crimes em Primeiro Grau, O Conde de Monte Cristo e, claro, A Paixão de Cristo. Nos últimos anos ele brilhava na ótima série Person Of Interest; e eu acreditava que este trabalho estava tomando o seu tempo. O que explica o fato de não vê-lo mais em tantos filmes. O último foi Rota de Fuga, com Stallone e Schwarzenegger – no qual ele atua muito bem.

Contudo, há alguns meses, em uma entrevista para um colunista de cinema polonês, Jim confessou seu sumiço – por assim dizer – das telonas. E a culpa tem nome e sobrenome: Jesus Cristo. O ator confessa que ter sido protagonista na espetacular obra de Mel Gibson comprometeu sua carreira devido à contrariedade dos judeus americanos de Beverlly Hills – que são de fato quem comanda o cinema americano – à obra.

Caviezel admitiu ter sido alertado por Mel. “Disse-me: ´Você nunca voltará a trabalhar nesta cidade (Hollywood) e eu respondi: ‘Todos temos que abraçar nossas cruzes’”. Mas afirmou que não se arrepende nem um pouco de ter representado um dos nomes mais conhecidos da humanidade. Muito pelo contrário, para o ator, que se tornou Católico praticante, o fato de ter interpretado Jesus transformou sua vida e fortaleceu muito sua fé. “”Esta experiência me jogou nos braços de Deus”, disse.

De qualquer forma, a comunidade judaica americana vai ter que o engolir mais uma vez. Mel Gibson anunciou no ano passado a sequência de A Paixão de Cristo, que se chamará Ressurreição. E logicamente Caviezel voltará a interpretar o papel que lhe prejudicou tanto. O que não tem problema nenhum para o ator. “…. Quando venho a um país como a Polônia e visito lugares de martírio e sacrifício, me dou conta que só o amor pode salvar o mundo. O amor de Cristo. Assim, eu quero trabalhar com Gibson de novo”, disse Caviezel.

Muito bem. Esperemos que mais uma bela atuação – quem sabe premiada por um Oscar – relance a carreira do ator ao estrelato e mostre aos donos do jogo de Hoolywood que o que importa mesmo é a mensagem. Sendo positiva, não importa de onde vem.

Compartilhe